Você faz parte do grupo de pessoas que se levanta, pela manhã, atrasado para ir ao serviço, come qualquer alimento em pé mesmo, sai correndo para as atividades do dia a dia quase em jejum; após trabalhar algumas horas, ingere xícaras de café ou chá para matar a fome, a ansiedade; na hora do almoço, come alguma coisa no restaurante mais próximo e ao voltar para casa, aí, sim, tem tempo para comer uma farta e boa refeição?
Se está agindo assim, saiba que está assentando as bases para a doença.  Alimentar-se, mais do que qualquer outro ato para manutenção da vida, é um ato básico e condicionante de nossa existência física. Portanto, alimentar-se corretamente diz respeito à quantidade, à qualidade e à regularidade.
A máxima de Hipócrates (nomeado o pai da Medicina): “somos o que comemos”, parece nunca ter assumido tanta importância como nos dias atuais em que cresce a preocupação (gerando até mesmo, certa ansiedade) com a alimentação saudável. Se considerarmos (segundo o discurso científico) que nossos ossos, músculos, dentes, pele, etc, dependem dos nutrientes advindos dos alimentos, não podemos contestar o fato de que os cuidados com a saúde passam obrigatoriamente pelos cuidados com a alimentação, ou seja, “para produzir uma boa qualidade de sangue, devemos comer o tipo certo de alimento, preparado de maneira correta” (WHITE, 1999: 681 ).
Grande, então, é a necessidade de conhecermos melhor como funciona a maquinaria humana para poder alimentá-la corretamente. Hábitos errôneos de alimentação e o uso de comidas nocivas “são em grande parte responsáveis pela intemperança, o crime e a ruína que infelicitam o mundo” (WHITE, 2007: 146).
O ideal é que nosso corpo seja alimentado até três vezes ao dia, com intervalos mínimos de 5 horas entre as refeições. A primeira refeição deve ser a mais completa e a da noite, a mais leve.
A fim de saber quais são os melhores alimentos, cumpre-nos estudar o plano original de Deus para o regime do homem. Aquele que criou o homem e lhe compreende as necessidades designou a Adão o que devia comer: “Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente… e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento” (Gênesis 1:29).
Cereais, frutas, nozes e verduras constituem o regime dietético escolhido por nosso Criador. Esses alimentos, preparados da maneira mais simples e natural possível, são os mais saudáveis e nutritivos. Proporcionam uma força, uma resistência e vigor intelectual que não são promovidos por uma alimentação mais complexa e estimulante.
Fischer (1997) argumenta que “se somos o que comemos”, uma vez disciplinando o nosso comer, controlaríamos também quem somos, no sentido fisiológico, psicológico e sócio-cultural, pois ao comer, incorporamos não apenas nutrientes, mas símbolos, identidades.
Tomar o corpo como uma construção bio/psico/social requer afirmar que nossos pensamentos, atitudes, condutas e estados de ânimo se alimentam também das comidas e bebidas que ingerimos.
REFERÊNCIAS:

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